
Fertirrigação com dejetos bovinos: como aplicar com carretel
Tecnologia que transforma resíduos em produtividade no campo.
Fertirrigação com dejetos bovinos: como aplicar com carretel
A fertirrigação com carretel Irrigabras transforma resíduos da bovinocultura em biofertilizante de alto valor agronômico. O produtor gasta menos, tem um pasto mais produtivo e ainda dá um destino melhor aos dejetos.
Com o carretel, não é preciso usar carretas tanque rebocáveis nem caminhões-tanque. Isso significa economia na operação, menos compactação do solo e mais eficiência. Como os dejetos são diluídos em uma lâmina de água, a aplicação também funciona como irrigação extra.
É um equipamento com duas funções: o mesmo carretel aplica os dejetos e irriga sua cultura sem precisar de adaptação.
.png)
Dejetos que viram nutrientes
Os dejetos de bovinos são formados por esterco, urina e a água de lavagem dos locais onde ficam os animais. A composição e o volume variam com a idade, a alimentação e o tipo de criação (confinamento para abate ou ordenha). Em qualquer caso, o que importa é que são ricos em macronutrientes (NPK) e matéria orgânica, e podem voltar à lavoura para produzir o próprio alimento do rebanho.
Hoje, os dejetos são vistos como biofertilizante. Aplicados de volta na pastagem, rendem muito mais à propriedade do que se fossem descartados: reduzem o passivo ambiental e trazem retorno financeiro imediato.
Mas não basta jogar o dejeto no campo. O processo tem uma série de pequenos passos, e um deles é usar uma máquina que irrigue de forma uniforme em toda a faixa. O controle de velocidade do carretel Irrigabras é simples e eficiente: o canhão é recolhido em velocidade constante, e o produtor sabe exatamente quantos milímetros aplicou.
Sem esse controle, o dejeto pode se acumular em alguns pontos da área. O excesso de fertilizante pode contaminar o solo e atrair insetos. Por isso, um equipamento confiável e bem projetado faz toda a diferença.
Como funciona o processo de fertirrigação
O ciclo começa na coleta dos dejetos, lavados manualmente ou por flushing. O material diluído segue para tanques de tratamento, num processo simples:
O primeiro tanque, de homogeneização, decanta areia e partículas pesadas e deixa o dejeto mais uniforme. Dali, uma bomba leva o material ao separador, que retira a parte sólida. A parte sólida é armazenada e aplicada com carretas distribuidoras como matéria orgânica.
A parte líquida vai para um segundo tanque. Ela ainda pode ter sólidos pequenos em suspensão, mas eles não atrapalham o bombeamento nem a aplicação.
Em grandes concentrações de animais, vale incluir um biodigestor. Nele, microrganismos processam o dejeto e produzem biogás, que pode virar eletricidade ou energia térmica na fazenda. É possível dispensar o separador antes do biodigestor, mas a decisão exige cuidado: os sólidos que os microrganismos não consomem vão se acumulando no fundo do tanque. O biofertilizante que sai do biodigestor fica em um segundo tanque, de onde é bombeado para o carretel.
Sem biodigestor, o processo é mais curto: bombeia-se direto do segundo tanque para o carretel. Nesse caso, o separador é ainda mais importante. Fibras longas, em geral folhas de capim mal cortadas, se enrolam na bomba e no carretel e podem parar a irrigação.
Fique de olho também na diluição. Reaproveitar o líquido de uma lavagem na lavagem seguinte engrossa o dejeto aos poucos, então é preciso monitorar e adicionar água limpa sempre que necessário.
Como referência, com água de lavagem da ordem de 1,5 L por kg de dejeto, chega-se a cerca de 100 L por animal, ou 10 m³ por dia para cada 100 animais, já descontada a parte sólida retirada no separador. Em confinamento, o sistema também funciona, mas o dejeto é mais concentrado e precisa de um pouco mais de água.
Por que aplicar com carretel?
Os tanques chorumeiros ainda são muito usados, mas o carretel é mais eficiente hoje e tem custo operacional menor:
• Sem viagens contínuas para encher o tanque e sem desperdício de biofertilizante que cai pelo caminho.
• Sem trânsito de trator sobre a área, o que evita a compactação do solo.
• Menos diesel: o trator não precisa ziguezaguear nem voltar toda hora para abastecer.
• Aplicação mais uniforme. O tanque chorumeiro trabalha em faixa estreita e tende a distribuir pior o material.

Coleta →


Tanque →
Separador de sólidos →

Biodigestor →
(opcional)

Tanque de biofertilizante

Aplicação com carretel
→
Infraestrutura e operação
Para irrigar com carretel, é preciso uma plataforma para instalar a motobomba. Se a produção de dejetos for pequena, dá para usar apenas uma bomba acionada pelo trator.
Até a área irrigada, a referência é instalar ao menos uma adutora de PVC 100 mm PN125. O diâmetro final depende da vazão prevista e deve ser dimensionado caso a caso. Na área, hidrantes em pontos estratégicos recebem o carretel.
Na operação, o trator desenrola a mangueira, o operador liga a bomba e ajusta a velocidade de recolhimento. Para aproveitar o dia, costuma-se deixar o carretel irrigando por 4 h ou 8 h por faixa. Nesse tempo, o operador faz outras atividades.
O sistema tem três partes:
-
Motobomba: pressuriza o carretel. Pode ser elétrica, a diesel ou acionada pelo trator, sempre com rotor semiaberto.
-
Adutora: tubos de PVC PN125, dimensionados para cada caso.
-
Carretel irrigador: aplica o biofertilizante bombeado e não precisa de energia no local.
O teor máximo de sólidos e a diluição dependem da bomba escolhida e devem seguir as especificações do fabricante.
.png)
Tecnologia brasileira
O Carretel Irrigabras é fabricado no Brasil, com peças de reposição disponíveis e assistência técnica garantida. Foi desenvolvido para trabalhar bem em diversos tipos de solo e declividades. Seus diferenciais:
-
Turbina monobloco: sistema sem polias nem correias, que reduz a manutenção e aumenta a durabilidade.
-
Resistência à corrosão dos dejetos: estrutura galvanizada, bobina protegida em alumínio naval e mangueiras de PE, que suportam o contato constante com líquidos orgânicos.
-
Distribuição uniforme: o canhão é recolhido em velocidade constante, o que garante a mesma lâmina em toda a faixa, em diferentes solos e declividades.
O que o produtor ganha com o carretel
Menor custo de operação por hectare
O trator circula bem menos na área.

Menos mão de obra
O operador não precisa ficar junto do carretel o tempo todo.

Menos gasto com adubo
A compra de adubo químico diminui.

Com o manejo correto, a adubação, somada à irrigação, melhora a produtividade.
Pastagem mais produtiva

Flexibilidade
Com o carretel e o reservatório bem dimensionados, o produtor escolhe a melhor hora para aplicar.

Menos compactação
A faixa irrigada é maior que a do tanque chorumeiro, e o tráfego na área cai bastante.

Destino melhor para os dejetos
Eles deixam de ser descarte e voltam para a lavoura como adubo.

Caso de sucesso: Granja Orsolin

A Granja Orsolin trabalha com ordenha robótica em freestall climatizado, com cama de esterco seco reutilizado. Mantém 120 vacas em lactação e produz 5.500 litros de leite por dia.
O manejo gera cerca de 12.000 L de dejetos brutos por dia, que são separados em aproximadamente 3 m³ de sólido e 9.500 L de biofertilizante. A parte sólida vira cama no freestall, e o excedente é aplicado no campo. A parte líquida é usada no flushing, e o excedente é aplicado com o Carretel Irrigabras para irrigar a pastagem.
Desde 2025, a granja usa o Carretel C 75x400 mecânico, com 400 m de mangueira de 75 mm de diâmetro, aplicando 38 m³ por hora em uma área total de 23 hectares.
A gestão da granja está muito contente com os resultados alcançados.
Antes de aplicar: consulte as normas ambientais
A aplicação de dejetos por aspersão segue regras que variam por estado e município, como distância de cursos d’água, dose por área, odor e deriva. Consulte o órgão ambiental local antes de começar.